A polimorfia sexual humana foi negada através dos tempos por valores religiosos e morais, mas foi defendida pela psicanálise desde o início, para escândalo da mentalidade puritana do início do século XX. A dissociação entre sexo e reprodução, no ser humano, ainda é negada, por exemplo, pela própria Igreja Católica e esta negação é um valor moral que pesa sobre milhões de casais. Porém, quando a pílula anticoncepcional surgiu na década de 60, esta invenção tecnológica foi uma comprovação prática da teoria psicanalítica, assim como o laser, por exemplo, surgido na mesma época, é uma comprovação da física quântica (contemporânea da psicanálise). Mas o que, no ser humano, causa esta dissociação? Por que o comportamento sexual humano não é programado como nos demais seres? Isto não iria contra a própria seleção natural que precisa garantir e otimizar a reprodução sexual combinatória? Fazer sexo sem visar a reprodução da espécie não é contraproducente, na perspectiva evolucionista? Sem dúvida, o casamento, por exemplo, é um tipo de “programa” evolutivo, uma ritualização do acasalamento sexual e uma forma social de garantir a continuidade do “homo sapiens”. Mas, como qualquer casal sabe, o casamento não passa de um daqueles “pretextos” que os cônjuges assumem socialmente para realizar intimamente uma variedade de práticas não lá muito “politicamente corretas” de acordo com os códigos evolutivos...
poesia lascada, esquerdopatia comunarda, peripatetismo carioca, cinefilia militante, engenharia teórica, urbanismo psicogeográfico, capoeiragem orgânica, situacionismo universalista, guerrilha psicanalisante, imagismo celular, estesiologia política
Mostrando postagens com marcador pílula anti-concepcional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pílula anti-concepcional. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)